“fandango a céu aberto” propõe um olhar contemporâneo para uma manifestação cultural tradicional em extinção: o fandango caiçara.

A obra transforma e recria esta manifestação, proporcionando um contato “vivo e exposto” entre tradição cultural e arte contemporânea, aproximando-as do espaço/tempo urbano.

Ela envolve aspectos essenciais do fandango original como o bailado, o batido e a no­ção de mutirão e celebração coletiva, chamando o público para dançar num grande baile.

O último final de semana do 16º Dança e Movimento trouxe uma programação bem diversificada, com espetáculos no Pés no Chão e também na Vila.

Na sexta-feira, dia 4 de outubro, às 20 horas, o projeto Mov_oLA apresentou o espetáculo “OroborO”, no teatro do Pés no Chão.

Criado sob a direção artística de Alex Soares, e inspirado no conceito das moviolas antigas (máquinas que transformavam as fotografias em movimento total e permitiam a edição de filmes sonoros), o projeto tem como meta integrar a dança com outros formatos digitais e redes sociais, através da internet, da videodança e das artes visuais.

Oroboro é uma palavra de origem grega, cujo símbolo é representado por uma serpente que morde a própria cauda, Oroboro revela uma imagem sem começo ou fim. O espetáculo propõe reflexões sobre a memória e seus desdobramentos entre a infância e a velhice.

 

A q uarta semana do 16º Dança e Movimento

 

No sábado, dia 5, o espetáculo “fandango a céu aberto” foi apresentado pela Cia. Oito Nova Dança em palco montado na Vila, na Praça das Bandeiras.

Criada e dirigida por Lu Favoreto em 2000, a Cia. Oito Nova Dança tem como elemento primordial de investigação a relação entre estrutura corporal, movimento vivenciado e obra cênica.

A Cia. reúne uma geração de artistas que optou pela pesquisa enquanto procedimento de criação e elaboração de seus produtos cênicos.

 

No domingo, a Confraria da Dança fez a estréia do espetáculo infantil “SEM FIM” - “Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura Programa de Ação Cultural - 2012” e contemplado pelo Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna/2012". O espetáculo também foi apresentado para escolas na segunda-feira, dia 7, também no Pés no Chão.

Diane Ichimaru e Marcelo Rodrigues fundaram a Confraria da Dança em 1996, na cidade de Campinas/SP. Seus projetos direcionados à pesquisa de linguagem, criação e manutenção de espetáculos autorais acumulam premiações da FUNARTE/Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Cultura Inglesa, Associação Paulista dos Críticos de Arte, entre outros.

O espetáculo SEM FIM é uma brincadeira com a curiosidade humana, as descobertas da ciência e a nossa casa: planeta Terra, Sistema Solar, Via Láctea.

Clique aqui para baixar a programação completa. Clique aqui para ver como foi a abertura do festival

 

A sede do 16º Dança e Movimento é o Espaço Cultural Pés no Chão.
Endereço: Rua Macapá 72, na Barra Velha, em Ilhabela.
Maiores Informações pelo fone 12 3896 6727 - Entrada Franca.

 

O Dança e Movimento é uma mostra não competitiva, que reúne espetáculos de artes cênicas e dança contemporânea. Além disso, são oferecidas oficinas gratuitas pelos profissionais convidados.

Ele chegou na 16ª edição com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura através do ProAC, que incentiva a realização de festivais de arte no Estado de São Paulo e da Prefeitura Municipal de Ilhabela.