Abril de 2018

Os bonecos de nossa “Rapsódia Caiçara” ganharam um figurino, se aprumaram e foram para o palco. Junto com os atores, eles estão se experimentando, criando uma voz, uma linguagem, um jeito de ser e interagir. Bidico e Tontinha são unha e carne. Criar é brincar a sério!

 

O linguajar, claro, é bem caiçara. Algumas palavras pouca gente entende, só os caiçaras mesmo. Mas se você prestar atenção... verá que alguns termos guardam uma espécie de  música lá dentro.


Umas palavras são fortes, intensas, como TRIBUZANA! Tem um trovão dentro dela. E é tão importante para os povos do mar que até virou personagem na peça.

 

 

Já Argania é uma palavra fininha, que só cabe mesmo um ventinho dentro nela. O Xarelete vive em bando, ou cardume. Só podia ser um peixe, e tem muito em Ilhabela!

 

 

E no varal caiçara, além de roupa, se pendura peixe pra secar. Essa é uma história que vem de longe.

 

 

Afinal, como conservar o peixe sem gelo ou geladeira? Simples: salgando e deixando ele curtir no sol, ou como se diz:”escalando o peixe para secar no varal”.  Mas tem que cuidar, porque nem pensar em tomar chuva. Quando estiver bem sequinho, curtido, pode ir comendo sem preocupação, devagarinho. Em tempo de mar grosso, de não poder pescar peixe fresco, nada melhor!

Quem sabe tudo sobre o vocabulário caiçara é Peter Németh, um estudioso, que escreveu um livro sobre o assunto. Aprendemos muito com ele, e se você quiser conhecer essa fala tão original consulte nosso site. Tem isso e muito mais sobre cultura caiçara. 


 

 

Mas voltando ao roteiro - que é o mote da nossa história – ela vai começar com a chegança na comunidade caiçara. “Boa tarde senhoras e senhores, meninas e meninos” e por aí vai... É mesmo um ritual, pois se deve ter respeito e educação quando se chega a um lugar e se apresenta para as pessoas....

 

 


 

Em seguida começa a cantoria, essa Rapsódia vai ser cheia de músicas: tem a música das praias de Ilhabela, têm as músicas de cada personagem. O nosso Zeca Xaréu vai tocar e cantar muito!  Mas ele está na praia dele, afinal, não nasceu pra ser cantador?

 

 

 

 

O Projeto Memórias Reveladas tem patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental 

 

 

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