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Março de 2018

 

Em março foi feito um estudo sobre os bonecos que serão utilizados na contação de história com os atores do Pés no Chão nas comunidades caiçaras. Cada um dos bonecos que nasce já traz uma proto-história, que vai sendo construída por meio de uma expressão, um detalhe físico peculiar.

 


 

E como se trata da vida, e ela tem sempre tem seus mistérios, acaba pondo frente a frente um casal que parece ter sido feito um pro outro, ainda que ninguém pensasse nem imaginasse.

 

 

Nem eles mesmos. Mas não se diz que os contrários se atraem? E foi desse jeito mesmo. Ele comportado, ela bem doidinha.

 

 

Só que... veja bem, esse é o começo do começo da história. Ainda tem muito mar a navegar. Mas detalhes, ou adereços, também podem dizer muito daqueles que os usam.

 

 

Uma história pode muito bem estar guardada num chapéu.

 

 

“Ele é um cantador que foi amaldiçoado pela Feiticeira, por ter se recusado a namorar com ela. Foi então condenado a vagar entre o mar e a areia como homem que vira peixe, peixe que vira homem.

 


 

Ele odeia os pescadores, rasga suas redes e destrói os cercos. Ele vira as canoas, pois o homem que come peixe, quando se afogar, vira comida de peixe”.

A proto-história de Zeca Xaréu  diz que ele é uma figura caiçara, de personalidade meio tétrica, meio melancólica. Na peça, quando a maldição é quebrada, ele volta a ser o cantador. 

Em breve, a história de nossa história continua.

 

O Projeto Memórias Reveladas é um patrocínio da Petrobras e do Governo Federal

 

 

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