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Abril

A ida para a Jornada da Cultura Caiçara na comunidade tradicional da Serraria  aconteceu num domingo de manhã, e foi na canoa do Paulo.

Lá, a equipe do projeto ficou alojada na casa de um morador que a alugou. Era uma casa pequena, mas muito acolhedora. Todas as atividades com os alunos aconteceram na escola.

No terceiro dia em que a equipe do projeto estava em Serraria, chegou do Rio de Janeiro a turma do Cinema Nosso. Tudo já estava planejado. Eles vieram em seis pessoas para fazer um registro em vídeo. A interação com a comunidade foi ótima! Entrevistaram os mais antigos, crianças e professores.

Cinema 

Nosso chega a Serraria

Imaginem se o drone não fez o maior sucesso!

Drone sobrevoa o mar

O trabalho da Jornada começou com uma entrevista com Dona Tereza, que falou sobre seu pai Antônio Inácio. Em seguida, Seu Dito, um pescador da comunidade, contou algumas aventuras que viveu no mar, como o episódio que foi encenado.

Depoimento

Depois, junto com os alunos do Fundamental II, foi feito um quadro mostrando a Árvore Genealógica da população da Praia da Serraria. (Eles ajudaram a montar a Árvore chegando até suas famílias e finalmente a eles próprios). Quem também colaborou foi a Tereza, que havia sido entrevistada, e o Fábio, que também mora lá.

Árvore genealógica

Participaram das oficinas 18 alunos, divididos em três níveis: Educação Infantil, Fundamental I e Fundamental II. Cada grupo fez sua apresentação.

Bonecos de mesa

Com os menores, que tinham entre 3 e 5 anos, foram feitos bonecos de mesa, que são pequenos. As oficinas foram bem divertidas, montar o boneco, fazer com que ele se apresentasse, contar histórias, incluir bichinhos, fazer colagens, tudo adequado à faixa etária das crianças.

janela

Com as turmas do Fundamental I e II foi usado o boneco de cruzeta, com cabeça de enchimento e o corpo com a roupa do personagem. Cada boneco produzido representou alguém da comunidade, a maioria personagens vivos, e alguns, mais velhos, já falecidos.

Oficina

O conjunto das encenações ganhou o nome de “As incríveis histórias da Praia da Serraria”.

A Contação dos alunos do Fundamental I se baseou num relato de Seu Dito. Além dele, também participaram da encenação os bonecos personagens de Denis e Marlene, com uma participação muito especial da professora Tatiana, no papel de um fantasma da Praia da Caveira. Esta praia fica ao lado da Serraria, e possui várias lendas sobrenaturais.

menina

A história é assim:

Seu Dito saiu de barco para colocar a rede na ponta da Prainha. Amarrada ao barco ia uma canoa. Ao chegar lá, desceu na canoa e foi esticar a rede, amarrar na poita, para depois ir de barco e terminar, deixando ela bem colocada. No lugar em que punha a rede, por baixo do mar tem uma laje de pedra, e quando a maré está baixa, o mar bate e levanta onda. E foi exatamente uma onda que tirou Seu Dito da canoa e a jogou contra a pedra, quebrando a embarcação em um bocado de pedaços. Se Dito estivesse na canoa tava morto!

Então, Seu Dito se pôs a nadar, a nadar na maior correnteza, e o pessoal no barco vendo a cena gritava: “Nada Dito, nada Dito!”. 

Nessa parte, o pessoal da Oficina deu uma incrementada na história:

Surge então o boneco fantasma da professora Tatiana que fala para Dito: “Seu Dito, chegou sua hora, vou te levar para a Praia da Caveira!”

Enquanto isso, lá do barco o pessoal continuava gritando: “Nada Dito, nada Dito!”.

O barco então se aproxima de Dito, e Denis, que estava na frente tenta pegar a mão dele, mas ela escorrega. Faz uma segunda tentativa, mas também não dá certo. O fantasma se aproxima, vem buscar Dito, mas Denis tenta pela terceira vez puxar Dito e enfim consegue trazê-lo para dentro do barco.

Ufa....que alívio!! Finalmente reunidos, todos comemoram!!

Apresentacao

Com a turma do Fundamental II foram montadas três cenas, duas delas baseadas em histórias contadas por Dona Tereza. Ela é filha de Seu Antônio Inácio (o encantador de serpentes!) e por isso seu personagem já entrou na primeira cena, que foi apresentada em um dos lugares em que ele viveu. 

O relato foi esse:

Sassá e Denilton estavam na bateira pescando. Aí eles fundearam a embarcação na areia e foram caminhando para a praia de Guanxuma. No meio do caminho, os dois foram picados por uma cobra. Eles chamaram então Antônio Inácio e contaram o que aconteceu.

O encantador de cobras assobiou e a cobra veio, ele perguntou se tinha sido ela que mordeu o Sassá e o Denilton e ela confessou. Aí Seu Antônio Inácio repreendeu a cobra, tirou o dente dela e a mandou embora. Com seus poderes de curandeiro, curou Sassá e Denilton e falou para os dois irem rápido para a praia porque era dia 26 de julho, e estava na hora de levantar o mastro da Novena do Senhor Bom Jesus!!

A história seguinte é uma continuação da anterior e começa com o mastro sendo erguido e a entrada da igrejinha em cena. Entram Dona Tereza, Dona Catarina, Seu Dito e Cristiana. Eles fazem uma procissão, andando pela praia e cantando a ladainha da novena em latim. 

Ao final, na igreja, tem início a novena, e depois das rezas começa o grande baile da festa ao Senhor Bom Jesus!!

Apresentacao

E todos cantam e dançam:

“Maria bota o barco n’água, bota o barco n’água vamos navegar
Maria se esse barco vira vem o canoeiro para nos salvar”. 

A última história é um momento de despedida. 

Foi quando Néia chegou para Seu Juca, o patriarca, e Dona Verônica, sua mãe e disse: “Papai, mamãe, eu me apaixonei pelo Celso e vou embora para Ilhabela”.

O pai e a mãe perguntaram se ela tinha certeza do que estava fazendo e ela disse que sim. Eles então pedem que ela volte para visitá-los.

Néia entrou na bateira e, com um pouco de tristeza e muito de alegria, foi embora. Nesse momento, todos os bonecos se reuniram em frente ao mar acenando, e deram adeus para ela.

Protagonismo das professoras

protagonismo da professora

Tatiana é professora de Educação Infantil e de Fundamental I. Piera trabalha no Fundamental II e toca pandeiro. Tatiana viveu um fantasma, e Piera atraiu o público para as encenações com seu pandeiro. 

Antes das apresentações, foi feito um cortejo pela praia chamando todo mundo, uma vez que todas as famílias da Serraria tinham representantes na Contação de História com bonecos. Muita gente seguiu a trupe!


O Projeto Memórias Reveladas tem o patrocínio de Petrobrás por meio do Programa Petrobras Socioambiental







 

 

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